3 de julho de 2011

Quase

Tem funcionado. Te manter longe te levou quase também daqui. As vezes eu te vejo em alguma coisa e logo consigo lembrar que não deveria ter lembrado. Essa minha vontade de esquecer me faz fadigar ao final do dia, me faz querer que seja mais fácil e que não precisasse de tanto, tanto esforço, tanto de mim. Quase todas as pessoas já conseguem acreditar que passou. Eu quase consigo acreditar também. Por hora, tudo que eu preciso não é do seu pseudo-amor. Destilados, cafeína, nitroglicerina.. tem tanta coisa servindo no seu lugar, mas poderia ser você. Poderia ser você consumindo minha sede, minha mente, minha adrenalina e minha fome. Poderia ser você naquele final de tarde, naquele tédio ou agora mesmo. Poderia ser você, mas não é. Vou ficando com o que substitue, porque quase tudo deve servir.

15 de junho de 2011

Numa dessas vezes

Nunca me permiti, nem por um segundo, dizer pra mim mesma que o que eu sinto por você é amor. Eu não te compararia aqueles que me sufocaram de carinho e de momentos, te distingo deles como alguém que simplesmente me dosa com seu efeito com hora premeditada pra acabar. Vai passar, e eu vou fingir que nunca mais lembrei de você, que nunca mais lembrei do jeito que você apareceu, e desapareceu uma, duas, dez vezes, e da forma que eu permiti que fizesse isso comigo. Vou fingir que verbalizar no pretérito vai me deixar forte pra não fazer de novo, pra resistir e fingir.. fingir que eu não te quero do meu lado contando do seu dia, descobrindo você, gostando mais, colando em mim como quem nunca mais vai deixar mudar.
Nem sei onde aprendi a ser movida sempre a alguém, ou a algum sentimento qualquer. Desrregura tudo, cabeça e coração, mesmo sem razão insiste em me fazer sentir, como se ninguém no mundo nunca mais fosse chegar perto e fazer comigo o que você faz. Sei que não importa o quanto o coração tenha cansado, ou todo o resto do mundo.. e mesmo que cansar seja a solução, se a cabeça dizer que não é hora, ela vai permitir, querendo ou não, lutando ou não, que você entre, bagunce e vá embora. Eu sei que numa dessas, vai ser pra sempre.

14 de junho de 2011

E de repente, de novo.

E a gente pensa que nunca mais vai sentir de novo, e de repente.. oi?